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Da Andragogia à Neurociência: a base científica do Strategic Bricks

  • Foto do escritor: Renan Grandin
    Renan Grandin
  • 6 de jun.
  • 6 min de leitura

Existe uma pergunta silenciosa por trás de quase toda contratação de treinamento corporativo: “Isso vai virar prática?”. Porque no mundo real, não falta informação. Falta transferência, consistência e coragem para transformar o que foi entendido em decisão, comportamento e resultado.



É exatamente nesse ponto que metodologias experienciais ganham espaço. Elas não competem com o conhecimento técnico. Elas resolvem o principal gargalo da aprendizagem adulta: fazer o que se aprende sobreviver ao retorno para a agenda, para as metas e para os conflitos do dia a dia.


O Strategic Bricks, metodologia própria da Escola de Inspirações, nasce dessa necessidade. Ele combina fundamentos consolidados da educação de adultos com achados da ciência do cérebro e com práticas modernas de facilitação para criar experiências em que as pessoas pensam, constroem, conversam e decidem com participação total. A seguir, você vai entender a base científica que sustenta essa proposta e por que ela tem impacto direto em alinhamento, clareza e ação.



1) Andragogia: adultos aprendem com propósito, autonomia e aplicação

A Andragogia, campo que estuda como adultos aprendem, parte de um princípio simples: a pessoa adulta não quer “assistir aula”. Ela quer resolver algo relevante. Quando o treinamento ignora isso, o grupo até participa, mas a mente fica defensiva: “isso não serve para mim” ou “na minha realidade é diferente”.


Na prática, uma experiência alinhada à Andragogia costuma respeitar pilares como:


  • Necessidade de saber: por que isso importa agora.

  • Autoconceito e autonomia: adultos aprendem melhor quando têm voz e escolha.

  • Experiências prévias: o repertório do grupo é matéria-prima, não ruído.

  • Orientação para problemas reais: foco em situações do trabalho, não em teoria desconectada.

  • Motivação interna: significado e pertencimento sustentam a mudança.

No Strategic Bricks, isso se traduz em atividades onde os participantes constroem respostas, hipóteses e caminhos a partir de desafios reais. Em vez de receberem uma “verdade pronta”, as pessoas criam um entendimento compartilhado. E quando alguém ajuda a construir a solução, tende a se comprometer com ela.


Para aprofundar o tema de aprendizagem mão na massa em contextos corporativos, vale explorar metodologias experienciais para empresas e como elas impactam a implementação.



2) Neurociência da aprendizagem: atenção, emoção e memória trabalham juntas

A Neurociência da aprendizagem ajuda a explicar por que experiências marcantes são lembradas e replicadas, enquanto muitas apresentações viram “conteúdo que passou”. Alguns princípios, quando traduzidos para o design de treinamentos, mudam o jogo:


  • Atenção é limitada: passividade prolongada reduz foco e aumenta dispersão.

  • Emoção influencia memória: significado, surpresa e envolvimento fortalecem lembrança.

  • Aprendizagem é consolidada por prática: entender é diferente de saber fazer.

  • Segurança psicológica facilita participação, experimentação e fala franca.

O Strategic Bricks usa construção física com LEGO e outros materiais (massinha, papéis, palitos, tecidos e itens de reciclagem) para ativar atenção e engajamento. Quando a pessoa constrói um modelo para representar uma ideia, ela precisa organizar pensamento, escolher símbolos e explicar o que fez. Esse processo integra cognição, linguagem e emoção, aumentando a chance de retenção e aplicação.


Além disso, a dinâmica coletiva transforma opiniões soltas em um “mapa visível” de percepções. Isso reduz ruído, acelera alinhamento e cria um ponto de referência comum para decisões.



3) Aprendizagem multissensorial e construtivismo: pensar com as mãos para pensar melhor

Uma crença frequente no mundo corporativo é que pensar é apenas falar. Mas equipes não são feitas só de oratória. São feitas de pessoas com estilos diferentes de processamento e comunicação. É aqui que entram duas bases importantes:


  • Aprendizagem multissensorial: envolver mais sentidos pode facilitar atenção e compreensão.

  • Construtivismo: aprendemos ao construir significado, conectando novos conceitos ao que já sabemos.

Ao construir modelos, o grupo externaliza o que normalmente fica abstrato: prioridades, medos, premissas, crenças, conflitos entre áreas, dependências e riscos. Isso torna conversas difíceis mais objetivas, porque o debate sai do “eu acho” e vai para “o que este modelo revela sobre nossa realidade”.


Na prática, esse formato é especialmente útil quando você precisa trabalhar temas como cultura, liderança, colaboração, comunicação entre áreas e tomada de decisão em cenários ambíguos.



4) Design Thinking e Storytelling: do insight à narrativa que move ação

Em muitos times, há inteligência e boa vontade. O problema é a falta de uma estrutura que transforme percepções em escolhas. O Design Thinking contribui justamente com uma lógica de exploração, síntese e prototipação: entender, gerar possibilidades, testar e evoluir.


Quando combinado com Storytelling, ocorre um salto importante. Porque decisão não é só racional; ela é também narrativa. Equipes precisam de uma história coerente sobre:


  • o que está acontecendo (diagnóstico compartilhado),

  • o que importa (critérios e prioridades),

  • o que será feito (plano e compromissos),

  • como saberemos se funcionou (métricas e sinais).

No Strategic Bricks, os modelos construídos viram uma narrativa comum. Eles ajudam a equipe a “enxergar” a estratégia e a explicar decisões para outras áreas com mais clareza. Isso reduz retrabalho e aumenta adesão, porque as pessoas entendem o porquê por trás do o que.



5) Psicologia Positiva, inteligências múltiplas e Montessori: engajar sem infantilizar

Existe um equívoco comum: achar que atividades lúdicas são superficiais. O lúdico, quando bem desenhado, não é brincadeira. É tecnologia de engajamento e de participação. Ele diminui barreiras, convida a contribuição e ativa a criatividade sem perder profundidade.


O Strategic Bricks bebe de referências como Psicologia Positiva, Inteligências Múltiplas e Montessori para criar ambientes em que:


  • forças e recursos do time aparecem com mais nitidez,

  • há espaço para diferentes formas de expressão,

  • a autonomia e o protagonismo aumentam,

  • o grupo aprende fazendo, ajustando e melhorando.

Isso é especialmente relevante para empresas que já perceberam que cultura não se “implanta”. Cultura se constrói na prática, em decisões pequenas repetidas, com conversas honestas e combinados claros.



6) Strategic Bricks e LEGO® Serious Play®: por que não são a mesma coisa

Como o Strategic Bricks usa LEGO e construção, é natural surgir a dúvida sobre sua relação com LEGO® Serious Play® (LSP). É importante ser preciso: são metodologias distintas.


O LEGO® Serious Play® é uma metodologia desenvolvida pela LEGO® com o MIT e o IMD (Suíça), com uma estrutura própria de aplicação voltada para facilitar pensamento e comunicação por meio de metáforas e construções com peças LEGO. Já o Strategic Bricks é uma metodologia própria da Escola de Inspirações, fundamentada em 12 pilares de aprendizagem, e que combina LEGO com outros materiais para ampliar recursos e possibilidades de facilitação.


Em termos de decisão de compra, essa distinção ajuda você a escolher melhor:


  • Se a demanda pede uma abordagem específica do LSP, faz sentido buscar essa entrega.

  • Se a demanda pede uma abordagem autoral, multissensorial e flexível, ancorada em múltiplos fundamentos e materiais, o Strategic Bricks costuma se encaixar muito bem.

Para quem deseja comparar abordagens e aplicações, um bom próximo passo é ver diferenças entre metodologias com LEGO no ambiente corporativo e como escolher conforme o objetivo.



Conexão com a Escola de Inspirações: ciência aplicada com 100% de participação

A Escola de Inspirações atua com a premissa de que envolvimento gera comprometimento, e comprometimento gera mudança real. Por isso, suas soluções são desenhadas para que as pessoas sejam parte ativa do processo, não plateia. O Strategic Bricks reflete esse posicionamento: disruptivo, lúdico, mão na massa e com foco em gerar conversas que saem do abstrato e viram decisão.


Na prática, ele pode ser usado em contextos corporativos para alinhar times, destravar comunicação, apoiar construção de cultura e transformar desafios complexos em planos claros. E para profissionais que querem levar esse tipo de experiência ao mercado, existe a formação de Facilitador Strategic Bricks, um programa presencial de 3 dias que inclui kit com mais de 1.500 peças de LEGO para aplicação imediata em grupos de até 10 pessoas, além de 2 mentorias individuais e certificado.


Quando o tema é desenvolvimento de liderança, comunicação e colaboração, também é comum combinar abordagens. Dependendo do objetivo, pode fazer sentido integrar outras frentes e contar com apoio em treinamentos e consultoria empresarial para desenhar uma jornada completa, online ao vivo, presencial ou in company.



Conclusão: a diferença entre “entender” e “transformar” está no método

No fim do dia, o desafio não é convencer pessoas inteligentes a mudar. É criar um ambiente em que elas consigam ver o problema com clareza, participar de verdade, reduzir defesas, fazer acordos e sair com decisões práticas. Andragogia e Neurociência não são palavras bonitas no slide. Elas são critérios para desenhar experiências que respeitam como adultos aprendem e como o cérebro consolida novas respostas.


Se sua empresa busca um caminho mais rápido entre conversa e execução, ou se você é um profissional que quer ampliar repertório para facilitar grupos com profundidade, o Strategic Bricks oferece uma ponte concreta entre ciência e prática. O próximo passo é entender qual formato atende sua realidade e qual objetivo você quer destravar primeiro.


Para isso, vale conhecer como funciona uma vivência com Strategic Bricks e avaliar o encaixe com seu time, seu contexto e seus desafios.


 
 
 

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